Nascido em Campinas na década de 70, seu interesse por instrumentos musicais teve início aos 10 anos, quando durante aulas de iniciação musical, começou a tocar flauta doce. Aos 13 anos, influenciado por colegas de escola, usou sua caderneta de poupança para comprar a primeira bateria.
Sem pratos, banco e toda deformada, a tão sonhada bateria passou por uma reforma após um ano de uso. Com melhor aparência, mas longe de ser o equipamento ideal, foi nessa bateria improvisada, com um bumbo oval pelo peso dos tom tons e pratos amassados que Ricardo iniciou sua carreira na música.
Ainda que seja canhoto, o que teoricamente o deveria fazê-lo inverter a posição de todas as peças da bateria, Ricardo sempre tocou como “destro”, utilizando a disposição clássica do instrumento. Outra particularidade de Ricardo é não cruzar os braços para tocar o chimbau e caixa, como os demais bateristas fazem.
Sete longos anos se passaram até que Ricardo pudesse juntar novamente suas economias e comprar uma bateria importada. Finalmente foi “aceito” no meio, já que até então, a maioria dos músicos se negava a tocar com o baterista, por terem vergonha do visual da bateria antiga.
A Tama foi seu ingresso para ser convidado a tocar com bandas. Outro número curioso de Ricardo foi tocar em 16 bandas ao mesmo tempo. Haja disposição!
As influências
Peu aprimorou sua técnica usando a influência de grandes bateristas do rock’n’roll, como Tommy Aldridge, Deen Castronovo, Rod Morgenstein, John Bonham, Ringo Star e Alex Van Halen. Depois descobriu a similaridade no estilo de tocar de Billy Cobham, baterista que como ele, também toca sem cruzar os braços.
Graças a sua versatilidade em tocar os mais variados ritmos e à sua “pegada” poderosa, conquistou espaço no cenário musical, reforçando sua seriedade e competência, o que ainda lhe rende muitos convites para tocar. Ao total, foram mais de 150 trabalhos.
Hoje, Ricardo se dedica à Supertônica, sua banda de “coração”, formada também pelos músicos e amigos inseparáveis Fábio Serpe e Simon Taylor, onde também canta e compõe músicas. Recentemente gravaram um cd, que em alguns meses estará disponível no mercado. Por enquanto a banda pode ser vista tanto em shows nas casas noturnas de Curitiba, quanto em apresentações no formato pocket show, feitas ao vivo, via internet.
Ricardo "Peu" Grassi, ou somente Peu, como gosta de ser chamado, ministra workshops, aulas de bateria, faz gravações e presta consultoria sobre o instrumento e sobre interação tecnológica com a música. Recentemente foi apresentado ao cajón, instrumento multi-étnico de som semelhante a uma bateria e tem se dedicado ao aprimoramento de sua perfomance com o instrumento.
Peu criou um método de ensino excepcional, desenvolvido ao longo de anos de árduo trabalho, que trouxe reconhecimento pelo seu raciocínio com linguagens para o instrumento e didática brilhante. Atualmente ministra aulas particulares em Curitiba, sempre com bom humor e com espírito inovador.


